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Calculadora de OEE

Informe os dados de um turno e veja o OEE, os três fatores que o compõem e quantos minutos foram perdidos em paradas, em ritmo e em refugo.

Dados do turno

min
Turno menos as paradas planejadas (refeição, pausas, manutenção programada).
min
Quebras, setups, falta de material ou de operador dentro do tempo planejado.
s/peça
O ciclo mais rápido que a máquina foi projetada para fazer, por peça.
peças
peças

Resultado

73,3%OEE
Típico, com espaço para melhorar
Disponibilidade88,9%
Classe mundial: 90,0%
Desempenho85,0%
Classe mundial: 95,0%
Qualidade97,1%
Classe mundial: 99,9%

Para onde foi o tempo planejado

  • Produção boa no ritmo ideal330 min
  • Perda de qualidade (refugo)10 min
  • Perda de desempenho (ritmo)60 min
  • Perda de disponibilidade (paradas)50 min

A maior perda é de desempenho: 60 min rodando abaixo do ciclo ideal. Procure pequenas paradas e velocidade reduzida.

Peças boas
660
Tempo rodando
400 min
Capacidade no ciclo ideal
800

Como calcular o OEE

O OEE responde a uma pergunta simples: de todo o tempo em que a máquina deveria estar produzindo, quanto virou peça boa no ritmo ideal? A conta separa a resposta em três perdas, e cada uma tem uma causa diferente.

OEE = Disponibilidade × Desempenho × Qualidade

Fator Fórmula O que mede
Disponibilidade tempo rodando ÷ tempo planejado perdas por paradas (quebras, setups, falta de material)
Desempenho (ciclo ideal × peças produzidas) ÷ tempo rodando perdas de ritmo (pequenas paradas, velocidade reduzida)
Qualidade peças boas ÷ peças produzidas perdas por refugo e retrabalho

O tempo planejado é o turno menos as paradas planejadas, como refeição, pausas e manutenção programada. O tempo rodando é o tempo planejado menos as paradas não planejadas.

Exemplo resolvido

Os valores que já vêm preenchidos na calculadora são um turno de 8 horas com 30 minutos de refeição:

  • Tempo planejado: 480 − 30 = 450 min
  • Paradas não planejadas: 50 min, portanto tempo rodando = 400 min
  • Ciclo ideal: 30 s por peça
  • Produzidas: 680 peças, das quais 20 foram refugadas

Agora os três fatores:

  1. Disponibilidade = 400 ÷ 450 = 88,9%
  2. Desempenho = (30 s × 680) ÷ (400 × 60 s) = 20.400 ÷ 24.000 = 85,0%
  3. Qualidade = 660 ÷ 680 = 97,1%

OEE = 0,889 × 0,850 × 0,971 = 73,3%.

Em minutos, os 450 minutos planejados viraram 330 minutos de peça boa no ritmo ideal. Os outros 120 se perderam assim: 50 em paradas, 60 em ritmo abaixo do ideal e 10 fazendo as 20 peças refugadas. Nesse caso a maior perda é de desempenho, e não as paradas, que costumam ser o primeiro palpite.

Como ler o resultado

  • 85% ou mais: referência de classe mundial em produção discreta. Poucas linhas chegam lá de forma sustentada.
  • 60% a 85%: a faixa da maioria das fábricas que já medem e trabalham as perdas.
  • Abaixo de 60%: há perdas grandes e, em geral, fáceis de achar. É comum ver 40% quando a medição começa.

O número sozinho diz pouco. O que orienta a ação é qual fator está mais baixo:

  • Disponibilidade baixa: levante as paradas e faça um Pareto por causa. Quebras pedem manutenção preventiva e a análise da causa raiz; setups longos pedem SMED.
  • Desempenho baixo: procure pequenas paradas que ninguém registra (atolamentos, ajustes, espera de operador) e máquinas rodando abaixo da velocidade nominal. Confira também se o ciclo ideal está correto.
  • Qualidade baixa: ataque a principal causa de refugo com Ishikawa e 5 porquês, e trate o retrabalho como perda, mesmo que a peça seja aproveitada.

Erros comuns no cálculo do OEE

  • Usar o ciclo médio no lugar do ciclo ideal. O ciclo médio já embute as perdas de ritmo e faz o desempenho parecer perto de 100%.
  • Tirar o setup do tempo planejado. Assim a perda some do indicador e deixa de ser atacada.
  • Contar retrabalho como peça boa. A qualidade no OEE é “boa de primeira”.
  • Comparar OEE entre máquinas diferentes. O OEE serve para acompanhar a evolução de um mesmo equipamento ou linha, não para ranquear setores.
  • Medir na mão, uma vez por mês. Paradas curtas e esquecidas são justamente as que derrubam o desempenho. Quanto mais perto do momento o registro, mais real o OEE.

Perguntas frequentes

O que é OEE?

OEE (Overall Equipment Effectiveness, ou Eficiência Global do Equipamento) mede quanto do tempo planejado de produção virou peça boa, no ritmo ideal. É o produto de três fatores: disponibilidade, desempenho e qualidade.

Qual é a fórmula do OEE?

OEE = Disponibilidade × Desempenho × Qualidade. Disponibilidade = tempo rodando ÷ tempo planejado; Desempenho = (ciclo ideal × peças produzidas) ÷ tempo rodando; Qualidade = peças boas ÷ peças produzidas.

Qual é um bom OEE?

A referência de classe mundial é 85% (90% de disponibilidade, 95% de desempenho e 99,9% de qualidade). Muitas fábricas operam entre 40% e 60% quando começam a medir. Mais importante do que o número é a tendência e saber qual fator puxa o OEE para baixo.

Qual a diferença entre OEE e eficiência?

Eficiência costuma comparar produção real com a meta, e pode passar de 100% se a meta estiver frouxa. O OEE compara com o ciclo ideal do equipamento e separa as perdas em paradas, velocidade e qualidade, então nunca passa de 100%.

Setup entra como parada no OEE?

Sim. No OEE clássico, o setup (troca de ferramenta ou de produto) é uma parada não planejada que reduz a disponibilidade, mesmo que esteja no plano do dia. É por isso que reduzir setup com SMED aumenta o OEE.

Qual a diferença entre OEE e TEEP?

O OEE usa o tempo planejado de produção como base. O TEEP usa o tempo de calendário (24 horas, 7 dias), então também mostra a capacidade que não está sendo usada por falta de turnos ou de demanda.