Pular para o conteúdo

Carta de controle (CEP) online

Cole as medições do processo e veja os limites de controle, as duas cartas e cada sinal de causa especial, explicado em palavras simples. Também faz a carta p para defeituosos.

Tipo de carta e dados

Um subgrupo por linha (valores separados por espaço, ponto e vírgula ou TAB) ou uma medida por linha para I-MR. Pode ter um rótulo no início da linha.

Resultado

Sob controle estatístico

Nenhum ponto fora dos limites e nenhuma sequência suspeita. A variação é só de causas comuns.

Carta X̄ (médias)

LSC 10,0262LC 10,0099LIC 9,99351: 10,01122: 10,0133: 10,00524: 10,00885: 10,01466: 10,00967: 10,00848: 10,00689: 10,010410: 10,012811: 10,007412: 10,010613: 10,001214: 10,017415: 1016: 10,01617: 10,00618: 10,009619: 10,016420: 10,0116135791113151719

Carta R (amplitudes)

LSC 0,0598LC 0,0283LIC 01: 0,0322: 0,0293: 0,0114: 0,0335: 0,0236: 0,0327: 0,0188: 0,0319: 0,04710: 0,03111: 0,01612: 0,02713: 0,03214: 0,02415: 0,02116: 0,02817: 0,04218: 0,03519: 0,03220: 0,022135791113151719

Limites de controle

CartaLICLCLSC
X̄9,993510,009910,0262
R00,02830,0598
σ estimado (dentro)
0,01217
Pontos
20 subgrupos de 5

Como calcular os limites de controle

Os limites de controle ficam a 3 desvios padrão da linha central. O desvio padrão é estimado pela variação dentro dos subgrupos, e as constantes da tabela já fazem essa conta.

Carta Linha central Limites
X̄ (com R) X̄̄ X̄̄ ± A2 × R̄
R R̄ D3 × R̄ e D4 × R̄
X̄ (com S) X̄̄ X̄̄ ± A3 × S̄
S S̄ B3 × S̄ e B4 × S̄
I média média ± 2,66 × MR̄
MR MR̄ 0 e 3,267 × MR̄
p p̄ = total de defeituosas ÷ total inspecionado p̄ ± 3 × √(p̄ × (1 − p̄) ÷ n)

Constantes para os tamanhos de subgrupo mais comuns (manual de CEP da AIAG):

n A2 D3 D4 d2
2 1,880 0 3,267 1,128
3 1,023 0 2,574 1,693
4 0,729 0 2,282 2,059
5 0,577 0 2,114 2,326

Exemplo resolvido

Os dados que vêm na calculadora são 20 subgrupos de 5 eixos, os mesmos da calculadora de Cp e Cpk.

  1. Média das médias: X̄̄ = 10,00985 mm
  2. Amplitude média: R̄ = 0,0283 mm
  3. Carta X̄: LSC = 10,00985 + 0,577 × 0,0283 = 10,0262; LIC = 10,00985 − 0,01633 = 9,9935
  4. Carta R: LSC = 2,114 × 0,0283 = 0,0598; LIC = 0

Nenhuma média e nenhuma amplitude saem dos limites, e não há sequências suspeitas: o processo está sob controle. Agora sim faz sentido calcular o Cpk.

Troque o tipo para carta p e veja o segundo exemplo: 15 dias de inspeção final, com cerca de 200 peças por dia. A proporção média é p̄ = 100 ÷ 3.050 = 3,28%. No dia 10, 19 de 210 peças saíram defeituosas (9,05%), acima do limite de 6,97% daquele dia. Algo diferente aconteceu ali. Encontrada e eliminada a causa, o dia 10 sai do cálculo e p̄ cai para 81 ÷ 2.840 = 2,85%.

Como o tamanho da amostra muda de um dia para outro, os limites da carta p também mudam: amostras maiores têm limites mais estreitos.

Como ler a carta

A calculadora aplica as regras de Western Electric (também chamadas de regras de Nelson) e explica cada sinal:

  1. Um ponto fora dos limites de controle. O sinal mais forte de causa especial.
  2. 2 de 3 pontos seguidos além de 2σ do mesmo lado. O processo pode ter mudado de nível.
  3. 4 de 5 pontos seguidos além de 1σ do mesmo lado. Uma mudança menor, mas persistente.
  4. 8 pontos seguidos do mesmo lado da linha central. A média do processo mudou.
  5. 6 pontos seguidos subindo ou descendo. Uma tendência: desgaste de ferramenta, temperatura, deriva.

Leia sempre a carta de dispersão primeiro (R, S ou MR). Se a dispersão está fora de controle, os limites da carta de médias não são confiáveis, porque eles dependem de R̄, S̄ ou MR̄.

Erros comuns

  • Usar os limites de especificação como limites de controle. Eles respondem perguntas diferentes. A carta de controle mostra se o processo está estável; a capacidade (Cpk) mostra se ele atende a tolerância.
  • Calcular os limites com o desvio padrão de todos os dados. A carta usa a variação dentro dos subgrupos. Com o desvio padrão geral, os limites ficam largos e escondem as mudanças entre subgrupos.
  • Mexer no processo a cada ponto. Ajustar a máquina quando o ponto está dentro dos limites é reagir a causas comuns, e isso aumenta a variação.
  • Recalcular os limites o tempo todo. Calcule com 20 a 25 subgrupos estáveis e mantenha os limites. Recalcule só depois de uma mudança real no processo.
  • Subgrupos mal formados. As peças de um subgrupo devem ser feitas em sequência, nas mesmas condições. Misturar máquinas ou turnos no mesmo subgrupo infla R̄ e alarga os limites.

Perguntas frequentes

O que é uma carta de controle?

É um gráfico das medições do processo ao longo do tempo com uma linha central e dois limites de controle, calculados a partir dos próprios dados. Pontos dentro dos limites e sem padrão indicam variação normal (causas comuns). Pontos fora ou sequências estranhas indicam uma causa especial que precisa ser investigada.

Como calcular os limites da carta X̄-R?

Carta X̄: LSC = X̄̄ + A2 × R̄ e LIC = X̄̄ − A2 × R̄. Carta R: LSC = D4 × R̄ e LIC = D3 × R̄. X̄̄ é a média das médias dos subgrupos, R̄ é a amplitude média e A2, D3 e D4 vêm da tabela pelo tamanho do subgrupo (para n = 5: 0,577, 0 e 2,114).

Qual carta de controle usar?

Para medidas com subgrupos de 2 a 10 peças, use X̄-R. Para subgrupos maiores que 10, X̄-S. Para uma medida de cada vez (lotes, análises de laboratório, processos lentos), I-MR. Para contagem de peças defeituosas em amostras, a carta p.

Qual a diferença entre limite de controle e limite de especificação?

O limite de controle vem do processo: é o que ele faz naturalmente, a 3 desvios padrão da média. O limite de especificação vem do cliente ou do projeto: é o que a peça precisa atender. Um processo pode estar sob controle e ainda assim produzir peças fora da especificação, e é isso que o Cpk mede.

O que fazer quando aparece um ponto fora de controle?

Investigar o que aconteceu naquele momento: troca de lote, de operador, de ferramenta, ajuste de máquina. Se a causa for encontrada e eliminada, o ponto pode ser retirado do cálculo dos limites. Não ajuste a máquina a cada ponto dentro dos limites: isso aumenta a variação.

Quantos subgrupos são necessários para calcular os limites?

O usual é de 20 a 25 subgrupos coletados com o processo funcionando normalmente. Com menos que isso, os limites ficam pouco confiáveis e devem ser revistos quando houver mais dados.