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Calculadora de capacidade produtiva

Informe o ciclo da máquina, os turnos e as perdas planejadas e veja a capacidade instalada, disponível, efetiva e realizada, a utilização, a eficiência e quantas máquinas ou turnos a demanda pede.

Máquina ou linha

s/peça
O ciclo mais rápido que a máquina faz, por peça. Use o ciclo medido na cronoanálise, não o médio.
máq.

Período e turnos

dias
dias
turnos
h

Perdas planejadas

min/turno
h/máq.
h/máq.
Setups e manutenção em horas por máquina, somadas no período.
peças
Peças boas feitas por todas as máquinas no período.
peças

Resultado

45.440peças de capacidade efetiva no período

Da capacidade instalada à realizada

Instalada115.200 peças
720 h por máquina: 24 h × 30 dias
Disponível56.320 peças
352 h por máquina: dias × turnos × horas
Efetiva45.440 peças
284 h por máquina: disponível menos 68 h planejadas
Realizada36.000 peças
79,2% da efetiva
Utilização (realizada ÷ instalada)31,3%
Eficiência (realizada ÷ efetiva)79,2%

Para atender a demanda de 45.000 peças

Máquinas necessárias
3
com os mesmos turnos
Turnos por dia necessários
3
com as mesmas máquinas

Com 100% de eficiência bastariam 2 máquina(s). A diferença é o que as perdas não planejadas custam.

Como calcular a capacidade produtiva

Toda capacidade é tempo × ritmo. O ritmo é a produção por hora da máquina no ciclo ideal. O que muda de uma capacidade para a outra é o tempo que entra na conta:

Produção por hora = 3.600 ÷ tempo de ciclo ideal (s), ou a produção nominal da máquina

Capacidade = horas × produção por hora × número de máquinas

Capacidade Horas por máquina no período O que ela mostra
Instalada dias corridos × 24 h o teto: a máquina rodando sem parar, todos os dias
Disponível dias trabalhados × turnos × horas por turno o que cabe na jornada de trabalho
Efetiva disponível − perdas planejadas (pausas, setups, manutenção planejada) o que dá para produzir com tudo correndo como planejado
Realizada (a produção que você informa) o que saiu de verdade

Com a realizada, saem os dois índices de Slack, Chambers e Johnston (Administração da Produção):

Utilização = produção realizada ÷ capacidade instalada

Eficiência = produção realizada ÷ capacidade efetiva

Alguns livros brasileiros de PCP usam nomes diferentes, por exemplo chamam de grau de utilização a razão entre a efetiva e a disponível. Antes de comparar números com outra área, confira qual definição cada um usa.

Quantas máquinas ou turnos a demanda pede

Com a demanda do período, a calculadora mostra:

Máquinas necessárias = arredondar para cima (demanda ÷ produção realizada por máquina)

Turnos necessários = arredondar para cima (demanda ÷ produção realizada por turno)

A conta usa a produção realizada, não a efetiva, porque é com ela que você conta hoje. A calculadora também mostra quantas máquinas bastariam com 100% de eficiência: a diferença é o que as perdas não planejadas estão custando em máquinas.

Exemplo resolvido

Os valores que já vêm na calculadora são de 2 máquinas iguais, com ciclo ideal de 45 segundos, num mês de 30 dias, com 22 dias trabalhados em 2 turnos de 8 horas:

  1. Produção por hora = 3.600 ÷ 45 = 80 peças/h por máquina, 160 para as duas
  2. Instalada = 30 × 24 = 720 h × 160 = 115.200 peças
  3. Disponível = 22 × 2 × 8 = 352 h × 160 = 56.320 peças
  4. Perdas planejadas por máquina: pausas de 1 h por turno (22 × 2 × 1 = 44 h), 16 h de setup e 8 h de manutenção planejada = 68 h
  5. Efetiva = (352 − 68) = 284 h × 160 = 45.440 peças
  6. Realizada = 36.000 peças
  7. Utilização = 36.000 ÷ 115.200 = 31,3%
  8. Eficiência = 36.000 ÷ 45.440 = 79,2%

Para uma demanda de 45.000 peças no mês: cada máquina fez 18.000, então são necessárias 45.000 ÷ 18.000 = 2,5, ou seja, 3 máquinas nos mesmos 2 turnos. Ou, com as 2 máquinas, 3 turnos (2,5 arredondado para cima), que ainda cabem nas 24 horas. Com 100% de eficiência, cada máquina faria 22.720 peças e 2 máquinas bastariam.

Como ler o resultado

  • Utilização baixa quase sempre é tempo de calendário sem turno: fins de semana, terceiro turno que não existe. É capacidade que se compra com gente, não com máquina. No exemplo, 31% de utilização diz que há espaço para crescer sem investir em equipamento.
  • Eficiência baixa é perda dentro do turno que não estava no plano: quebras, pequenas paradas, ritmo abaixo do ideal e refugo. É aí que entram a calculadora de OEE, que separa essas perdas, e a calculadora de MTBF e MTTR, para as quebras.
  • A diferença entre disponível e efetiva são as perdas planejadas. Setups longos tiram horas de toda máquina, todo mês. Troca rápida (SMED) devolve essas horas para a capacidade.
  • Antes de comprar máquina, compare as duas respostas: se 100% de eficiência resolveria com as máquinas atuais, atacar as perdas sai mais barato. Para saber quanto cada hora parada custa, use a calculadora de custo hora-máquina e de parada.

Eficiência de capacidade e OEE

Os dois medem perdas, mas com bases diferentes. O OEE parte do tempo planejado de produção e conta o setup como perda de disponibilidade, porque a máquina poderia estar produzindo. A eficiência de capacidade tira o setup da base (ele é uma perda planejada) e mede só o que se perdeu fora do plano. Por isso a eficiência costuma ser maior que o OEE da mesma máquina. Use a eficiência para planejar capacidade e o OEE para atacar perdas, inclusive as de setup.

Erros comuns

  • Usar o ciclo médio no lugar do ciclo ideal. O ciclo médio já tem perdas embutidas, e a eficiência sai perto de 100% sem que a máquina seja boa. Meça o ciclo ideal com cronoanálise.
  • Somar as capacidades de máquinas em série. Numa linha, a capacidade é a do gargalo, o posto mais lento. Calcule cada posto e fique com o menor. Para dividir o trabalho entre os postos, veja o balanceamento de linha e o takt time.
  • Esquecer o mix de produtos. Com produtos de ciclos diferentes, use a média dos ciclos ideais, ponderada pelo volume de cada um, ou calcule a capacidade em horas e não em peças.
  • Planejar com a capacidade efetiva. Ela supõe eficiência de 100%. Para prometer prazo ao cliente, use a produção que a fábrica entrega de verdade.

Perguntas frequentes

Como calcular a capacidade produtiva?

Multiplique o tempo pela produção por hora. A capacidade instalada usa as 24 horas de todos os dias do período; a disponível usa só os turnos de trabalho; a efetiva tira as perdas planejadas (pausas, setups, manutenção preventiva). A produção por hora é 3.600 ÷ tempo de ciclo ideal em segundos.

Qual a fórmula da capacidade produtiva?

Capacidade = tempo (h) × produção por hora × número de máquinas. Para a instalada, tempo = dias corridos × 24 h. Para a disponível, dias trabalhados × turnos × horas por turno. Para a efetiva, a disponível menos as perdas planejadas.

O que é capacidade produtiva instalada?

É o máximo que a máquina ou a fábrica produziria rodando 24 horas por dia, todos os dias, no ritmo ideal, sem nenhuma parada. Ninguém trabalha assim, mas ela mostra o teto: quanto daria para crescer só com mais turnos, sem comprar máquina.

Como calcular a capacidade produtiva de uma máquina?

Pegue o tempo de ciclo ideal (por exemplo 45 segundos por peça), calcule a produção por hora (3.600 ÷ 45 = 80 peças/h) e multiplique pelas horas efetivas do período: os turnos de trabalho menos pausas, setups e manutenção planejada.

Qual a diferença entre utilização e eficiência?

Na definição de Slack, Chambers e Johnston, utilização é a produção realizada ÷ capacidade instalada (quanto do teto você usa) e eficiência é a produção realizada ÷ capacidade efetiva (quanto do que era possível, depois das perdas planejadas, você entregou).

A eficiência da capacidade é a mesma coisa que OEE?

Não. O OEE conta o setup como perda de disponibilidade, e a eficiência de capacidade conta o setup como perda planejada, fora da base. Por isso a eficiência costuma sair maior que o OEE da mesma máquina.